O governo federal, por meio da Infra S.A., anunciou o adiamento da abertura das propostas da licitação destinada à retomada das obras da Ferrovia Transnordestina no trecho pernambucano. A sessão, originalmente programada para 8 de janeiro de 2026, foi transferida para o dia 3 de março de 2026, conforme publicação feita no Diário Oficial da União em 24 de dezembro de 2025.

A Infra S.A., responsável pelo certame, confirmou a alteração no cronograma, mas não forneceu detalhes oficiais sobre os motivos que levaram à postergação. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Bruno Veloso, comentou que o adiamento provavelmente decorre de ajustes necessários nas exigências técnicas do edital. Segundo ele, foram identificados pontos que precisavam de maior clareza e definição.

Embora o adiamento gere preocupação no setor produtivo, Bruno Veloso reforçou a relevância estratégica da obra para Pernambuco: “É uma infraestrutura de extrema importância para o estado. Todos os pernambucanos aguardam ansiosamente o reinício dos trabalhos, pois, uma vez retomados, não devem mais ser interrompidos”.

A licitação em questão refere-se ao lote SPS 4 (Salgueiro-Porto de Suape 4), que compreende 73 km de infraestrutura ferroviária entre os municípios de Custódia e Arcoverde, passando também por Sertânia e Buíque. Esse segmento já possui cerca de 37% de execução (terraplenagem e serviços preliminares), mas encontra-se paralisado desde 2016. O investimento estimado para a conclusão dessa etapa chega a R$ 415 milhões, valor referência máximo do edital, com recursos federais provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O trecho pernambucano completo da Transnordestina, que liga Salgueiro ao Porto de Suape, possui 544 km de extensão e está com aproximadamente 38% de avanço geral (cerca de 179 km já executados) desde o início das obras, em 2006. Em dezembro de 2022, a concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) manifestou desinteresse em concluir esse ramal, que foi então assumido diretamente pela União.

A ferrovia é considerada fundamental para aumentar a competitividade logística de Pernambuco e de estados vizinhos, beneficiando setores como o gesso do Araripe, a avicultura, o polo de confecções, a produção de baterias em Belo Jardim e a fruticultura irrigada. A expectativa inicial do ministro dos Transportes, Renan Filho, era de que as obras no trecho pernambucano fossem retomadas ainda no primeiro trimestre de 2026, previsão que agora se torna bastante difícil de ser cumprida, considerando os prazos subsequentes de análise, julgamento e homologação da empresa vencedora.

Vale destacar que o trecho cearense da ferrovia (Salgueiro-Porto do Pecém) teve obras retomadas em 2023, com previsão de conclusão parcial em 2027, e já realizou testes de movimentação de carga em mais de 500 km.

O tema tem mobilizado o setor produtivo pernambucano. Desde julho de 2025, o portal Movimento Econômico promoveu a série de seminários Conexões Transnordestina, com debates em cidades como Salgueiro, Araripina, Petrolina, Belo Jardim e Caruaru, culminando na Carta de Suape, lançada em novembro de 2025, que reforça os potenciais impactos positivos da conclusão da ferrovia para a economia regional.

Com essa mudança de data, a retomada efetiva das obras em Pernambuco segue dependendo do andamento da licitação e do cumprimento das etapas seguintes do processo. A expectativa do empresariado local é que o cronograma seja cumprido a partir de março para evitar novos atrasos em um projeto tão aguardado há quase duas décadas.

Fonte da informação: Site Movimento Econômico

Fonte da imagem: Governo Federal

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