Em menos de sete dias, dois acidentes envolvendo trens voltaram a expor os riscos presentes nas linhas férreas do país e reacenderam o debate sobre segurança, fiscalização e responsabilidade. Os casos apontam para uma combinação de imprudência humana, falhas de infraestrutura e ausência de investimentos consistentes em prevenção.


OS ACIDENTES

O primeiro registro ocorreu quando um trem colidiu com um carro em uma passagem de nível sem cancelas, onde a sinalização era insuficiente para impedir a travessia. O segundo aconteceu após um descarrilamento em trecho com histórico de problemas estruturais, levantando suspeitas de falha de manutenção na via. Embora as investigações ainda estejam em andamento, especialistas ressaltam que ambos os episódios revelam fragilidades recorrentes.


O QUE DIZ A LEI

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é claro quanto à conduta em passagens de nível:

  • Art. 212 – Deixar de parar o veículo antes de transpor linha férrea é infração gravíssima, sujeita a multa e sete pontos na CNH.
  • Art. 212, parágrafo único – A parada é obrigatória mesmo quando há sinal verde ou ausência de cancela, cabendo ao condutor verificar a aproximação de trens.
  • Art. 246 – Deixar de proteger a linha férrea ou passagens de nível, quando obrigado a fazê-lo, também configura infração gravíssima.

Na prática, isso significa que motoristas têm a obrigação legal de respeitar os sinais e sempre parar antes de cruzar a ferrovia. Já o poder público e as concessionárias devem manter as passagens devidamente sinalizadas e seguras.


INFRAESTRUTURA DEFICIENTE E IMPRUDÊNCIA

Apesar da previsão legal, especialistas apontam que a realidade ainda é marcada por trechos mal conservados, sinalização precária e fiscalização limitada. Em paralelo, muitos motoristas e pedestres insistem em ignorar regras básicas de segurança, arriscando atravessar mesmo diante da aproximação de composições ferroviárias.

Essa soma de fatores transforma as linhas em áreas de risco, especialmente em regiões urbanas, onde a convivência entre trens e veículos é mais intensa.


IMPACTOS SOCIAIS

As consequências vão além da perda de vidas humanas. Há interrupções no transporte de cargas e passageiros, prejuízos financeiros e traumas familiares irreparáveis. Segundo especialistas em mobilidade, cada acidente ferroviário representa não apenas uma tragédia pessoal, mas também um alerta coletivo sobre a necessidade de mudança cultural e estrutural.


CAMINHOS PARA PREVENÇÃO

Entre as medidas apontadas como urgentes estão:

  • Investimento em sistemas automáticos de bloqueio e monitoramento;
  • Reforço na sinalização e instalação de cancelas em passagens críticas;
  • Campanhas educativas permanentes para motoristas e pedestres;
  • Fiscalização mais rigorosa do cumprimento do CTB;
  • Mapeamento de pontos de maior risco com prioridade para obras e melhorias.

CONCLUSÃO

Os dois acidentes registrados em apenas uma semana não são fatalidades isoladas, mas o retrato de um sistema que ainda convive com falhas estruturais e descuido humano. Enquanto leis como o CTB determinam regras claras de convivência com as linhas férreas, a prática demonstra que tanto o poder público quanto a sociedade precisam avançar para evitar novas tragédias.

Fonte da informação: Fantástico/G1
Fonte da imagem: Página do facebook Ferrovia na Veia

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