Inocência, município localizado no leste de Mato Grosso do Sul, acaba de marcar um importante avanço em sua infraestrutura logística com o lançamento da construção de um ramal ferroviário privado. A iniciativa, liderada pela empresa chilena Arauco, visa conectar diretamente a futura megafábrica de celulose do Projeto Sucuriú à malha ferroviária nacional, criando um corredor eficiente para o escoamento da produção.
O ramal terá aproximadamente 45 a 48 km de extensão, margeando rodovias como a MS-377 e a MS-240, em áreas predominantemente rurais. Ele se ligará à Malha Norte, operada pela Rumo Logística, permitindo que a celulose chegue ao Porto de Santos (SP), principal ponto de exportação do país. A expectativa é que o sistema entre em operação alinhado ao início da produção industrial, previsto para 2027.
De acordo com informações do projeto, a ferrovia terá capacidade para transportar até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Isso representa uma redução significativa no tráfego rodoviário: estima-se a retirada de cerca de 190 caminhões por dia das estradas da região. O uso do modal ferroviário também traz benefícios ambientais, com redução de até 94% nas emissões de poluentes em comparação ao transporte por caminhão.
A fábrica da Arauco em Inocência é considerada a maior unidade de celulose do mundo pertencente ao grupo, com investimentos totais que chegam a bilhões de dólares (equivalente a cerca de R$ 25 bilhões em algumas estimativas). O complexo ocupará uma área extensa e deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos, consolidando Mato Grosso do Sul como um dos principais polos globais de produção de celulose. A maior parte da produção será destinada à exportação, com foco em mercados como China, Europa e América do Norte.
Autoridades destacaram o caráter estratégico da obra. O ramal não é apenas uma solução logística, mas um elemento que aumenta a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, melhora a segurança viária, reduz o desgaste das rodovias e promove um desenvolvimento mais sustentável para a região. O projeto também é visto como pioneiro no país por adotar o modelo de shortline privada autorizado pela ANTT.
Com o avanço da construção da fábrica (já em estágio significativo) e o início efetivo da ferrovia, Inocência e todo o Vale da Celulose em Mato Grosso do Sul se preparam para uma nova fase de integração produtiva, fortalecendo a economia local e posicionando o estado como protagonista no agronegócio e na indústria de base florestal.
Fonte da informação: Site Capital News
Fonte da imagem: Infomoney


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