No último dia 15 de outubro, a ferrovia que liga Rio Claro a São Carlos completou 141 anos de história. A data marca um dos momentos mais significativos para o desenvolvimento da cidade, cuja trajetória foi profundamente influenciada pela chegada dos trilhos.

A professora e historiadora Leila Maria Massarão, chefe da Divisão de Pesquisa e Produção da Fundação Pró-Memória de São Carlos, relembra que a inauguração do ramal ferroviário, em 15 de novembro de 1884, representou uma verdadeira revolução para a época. Segundo ela, o trem simbolizava o avanço tecnológico da Segunda Revolução Industrial, trazendo uma nova forma de locomoção, de transporte de cargas e de transformação das cidades.

Leila explica que a ferrovia foi um dos pilares do crescimento urbano de São Carlos, contribuindo para o surgimento de bairros operários como Vila Nery e Prado, além de impulsionar a instalação de indústrias e novas empresas. O trem também foi responsável por trazer imigrantes de várias partes do mundo, o que ampliou a diversidade cultural e acelerou as mudanças sociais do município.

No campo econômico, o impacto foi igualmente expressivo: o transporte ferroviário aumentou o volume e a segurança das exportações de café, substituindo as antigas rotas feitas com tropas de mulas e reduzindo significativamente o tempo de deslocamento. Esse avanço fortaleceu os lucros dos cafeicultores e favoreceu o desenvolvimento do núcleo urbano.

A historiadora observa ainda que, nos últimos anos, a importância do transporte ferroviário voltou a ganhar destaque, especialmente pela eficiência no escoamento de cargas. São Carlos, segundo ela, está localizada em uma rota estratégica, o que explica o intenso tráfego de trens pela cidade.

Diante de discussões sobre a retirada dos trilhos da região central, Leila é categórica: “Retirar os trilhos seria mutilar parte da história são-carlense”. Para ela, a ferrovia representa mais do que uma infraestrutura de transporte — é um símbolo de identidade e memória coletiva.

“A estrada de ferro está presente na vida de várias gerações. O espaço da estação é um marco na história e na afetividade da população, representando o sentimento de pertencimento entre a cidade e a ferrovia”, afirma. “Remover os trilhos significaria apagar um testemunho vivo da transformação e do progresso de São Carlos, algo que vai muito além das fronteiras do município.”

Fonte da informação e imagem: Site São Carlos Agora

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